Tudo começou com os rótulos

Comportamento

Alexandre Costa

Publicado em 22/09/2020

A grande mídia, parte visível do establishment que engloba o jornalismo mainstream, o entretenimento e a indústria cultural mais popularesca, costuma oferecer os subsídios necessários para a dedução dos objetivos não declarados daqueles que pretendem controlar os rumos da sociedade. Para quem lê as entrelinhas do fluxo de informações oriundas desses centros emissores, a observação do comportamento desses agentes pode esclarecer o panorama, prever os desdobramentos prováveis e ajudar a definir as melhores maneiras para enfrentar os graves problemas que apontam no horizonte.

Como vimos no artigo anterior, a formação da mentalidade burocrática transformou o ambiente e proporcionou o surgimento de inúmeras possibilidades para o fortalecimento dos poderes instituídos e para a fragilização das liberdades individuais.

Seja por permitir a ação direta dos agentes estatais, seja pela exacerbada valorização daqueles que ocupam posições de destaque no debate público – principalmente pelos que foram alçados a um patamar acima dos próprios méritos – a mentalidade burocrática tende a transferir o poder decisório para pseudo-representantes que se aproveitam desta posição privilegiada para avançar uma agenda quase totalmente contrária aos anseios da maioria da população.

Essa transferência de poder leva inapelavelmente a uma concentração dos meios de ação nas mãos dos membros mais aparentes do establishment, em especial, a mídia e os burocratas incrustados na máquina pública.

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