O triunfo da inveja

Economia

Alberto Alves

Publicado em 14/09/2020

Escreveu certa vez o economista teórico austríaco, Ludwig von Mises: “Hoje, a nação mais próspera será aquela que não tiver colocado obstáculos ao espírito da livre empresa e da iniciativa privada”. É impressionante como ainda há pessoas que defende a intervenção do Estado na economia depois de tantos exemplos mostrando que essa medida simplesmente não funciona e que só nos traz grandes prejuízos. Para quem não se lembra, a crise da pandemia chegou a ser usada como arma de propaganda para mostrar que somente o Estado era capaz de lidar com ela. De fato, houve uma instituição que realmente a crise não a alcançou, que houve setores inclusive que tiveram aumento de salário. Essa instituição não poderia ser outra senão o próprio Estado.

Com o terror da pandemia chegando ao final e a reabertura dos mercados, ainda que gradual, traz a esperança que a nossa situação econômica possa melhorar.

No entanto, as duras intervenções do governo trouxe sua conta e a alta dos preços dos alimentos é apenas um reflexo disso. Basicamente, devido às intervenções do governo na economia para gerar mais gastos para distribuir renda com os programas de auxílio financeiro, acabou gerando um crescimento vertiginoso nos depósitos bancários, o que por sua vez provocou um aumento da quantidade de dinheiro em circulação no mercado. Como todo bem de consumo, se o dinheiro aumenta em quantidade, ele então se desvaloriza e isso provoca o encarecimento dos produtos.

Dinheiro não é um fim em si mesmo, ele apenas media as relações de troca entre bens de consumo ou serviço; quando um leiteiro troca seu leite por dinheiro e depois usa- o para comprar uma roupa, ele pagou essa roupa com leite, não com dinheiro.

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