A miopia do absoluto

Cultural

Carlos Maltz

Publicado em 13/08/2019

Um dos livros de Jung que mais me agrada, é uma coletânea despretensiosa de artigos chamada: Entrevistas e encontros. São textos curtos. Pequenos artigos e entrevistas onde o detetive da alma humana derrama seu olhar agudo e radicalmente fenomenológico sobre acontecimentos mundanos de seu tempo. Jung pertence a uma época em que ainda existiam grandes generalistas que investigavam o bicho homem além do conflito religioso-ideológico que monopoliza nossas imaginações nos dias que correm. Estava aqui imaginando qual fenômeno de nosso aqui-agora poderia interessar ao olhar investigativo do mestre de Zurich. Não faço a menor ideia. Quem sou eu pra imaginar o que imaginaria um gênio da psicologia? Mas penso que se tivesse a oportunidade de entrevistá-lo sobre o que acontece, por exemplo, agora em nosso país sob o viés do símbolo, perguntaria qual é o “segredo” psicológico do “mito”.

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