Acordo com Centrão, avanço das reformas e o jogo das urnas

Congresso

Paulo Moura

Publicado em 08/09/2020

A aproximação entre o presidente Bolsonaro e o centrão marcou a passagem da primeira para a segunda fase do governo. Mudou o paradigma estratégico a partir do qual o presidente conduzia a agenda em nome da qual se elegeu.

A primeira fase do governo foi marcada pelo enfrentamento ao establishment, usando o apoio das ruas para pressionar o Congresso e o STF, instituições nas quais se concentram as forças do passado que a eleição do presidente Bolsonaro desalojou do governo, a aceitar a pauta liberal-conservadora.

De 2013 até a eleição do presidente Bolsonaro, passando pelo impeachment de Dilma Rousseff, pode-se dizer que a conjuntura foi marcada pela ofensiva do que venho chamando de “Novo Brasil” contra o “Antigo Regime”.

Por Novo Brasil entendo o aglomerado de forças sociais, econômicas e políticas que se situam historicamente fora do esquema patrimonialista. Trata-se de cidadãos empreendedores, predominantemente de classe média, que vivem do seu próprio trabalho, defendem valores morais conservadores, cultivam o amor à pátria e que, em sua esmagadora maioria, não destinavam tempo à política. O “custo PT” jogou esse segmento social para dentro da política, de onde não sairá.

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