Uma crise de independência

Cultural

José Carlos Sepúlveda da Fonseca

Publicado em 08/09/2020

No dia 7 de setembro de 1822, com o denominado Grito do Ipiranga, Dom Pedro I consuma a Independência do Brasil.

Alguns dias antes, no dia 2 de setembro, D. Leopoldina, então regente, reúne o Conselho de Estado e decide, com os participantes, assinar a Declaração de Independência. Tal Declaração, acompanhada de uma carta assinada também por José Bonifácio, é enviada pela Regente a seu marido, então em terras paulistas.

Muito se tem escrito a respeito dos acontecimentos que desembocaram nessa seqüência de atos históricos, e não pretendo aqui debruçar-me sobre eles. Desejo apenas ressaltar um aspecto que por vezes é silenciado. A separação definitiva do Brasil de Portugal teve certos episódios dramáticos e até choques de armas, mas no seu conjunto foi um processo sem rupturas drásticas. A Independência proclamada por Dom Pedro I consumou um processo iniciado por seu pai, Dom João VI, quando – ainda Regente – criou o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. A criação do Reino Unido reflectia o espírito de estadista que animava o monarca, e acarretaria importantes conseqüências políticas e diplomáticas. Não será muito difícil perceber que ali o Brasil dava um passo resoluto para uma futura independência.

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