Neuralink e o ataque ao livre-arbítrio

Geopolítica

Alexandre Costa

Publicado em 13/08/2019

Em sua obra mais famosa, “1984”, George Orwell prevê um futuro sombrio, repleto de opressão estatal e praticamente vazio de liberdades individuais. A distopia imaginada pelo autor apresenta diversos aspectos do que seria um governo totalitário, e quase todos parecem hipertrofias de alguma característica verificada nas ditaduras de Josef Stálin e Adolf Hitler.

A essência desta distopia consiste em um alerta sobre o perigo do poder estatal descontrolado, mas uma reflexão mais apurada pode identificar uma questão ainda mais perversa, a supressão do livre-arbítrio.

Assim como em outras obras do mesmo estilo, em 1984 o indivíduo vai paulatinamente deixando de existir, dando lugar a um coletivo cada vez mais homogêneo e impessoal. Esse rebaixamento das possibilidades individuais, que tende a ocorrer em qualquer agrupamento forçado, coloca em risco a própria natureza humana, pois sem poder escolher o seu caminho e tomar suas próprias decisões, o Homem deixa de ser Homem e passa a ocupar o lugar de uma máquina que só pode se comportar de acordo com um plano pré-estabelecido.

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