O Maior Engodo da História

Brasil

Alberto Alves

Publicado em 11/08/2020

“É mais fácil enganar as pessoas do que convencê-las de que elas foram enganadas”, Mark Twain. Embora a resistência da população contra as medidas austeras dos estados e municípios tenha sido claramente demonstrada em protestos e manifestações de desobediência civil em várias cidades no país, não foi suficiente para fazer o povo perceber que tais medidas não passaram de uma acachapante encenação arquitetada para gerar terror e pânico. Isso diante de um vírus que, embora tenha sua parcela de perigo e letalidade para uma diminuta fração da sociedade, não justifica tamanho sacrifício por parte da esmagadora maioria da população, que passou e está passando por ela sem sequer sentir qualquer sintoma minimamente sério.

Segundos dados oficiais do Ministério da Saúde, o país atingiu no último sábado a marca dos 100 mil mortos vítimas do vírus chinês. O número de casos, por sua vez, já ultrapassou a marca dos três milhões, embora dois terços destes contaminados já se encontrem curados.

Numa população de cerca de 210 milhões de habitantes dentro de 8,5 milhões de quilômetros quadrados aproximadamente – o que dá uma densidade populacional por volta de 23,8 habitantes por quilômetro quadrado – é de se esperar que nestes oito meses da presença do vírus entre nós, com a consideração que ele esteja se disseminando aparentemente desimpedido, sem imunidade coletiva que o contraponha, ainda falta muito para que ele alcance, pelo menos, a maioria de nós. Embora se assuma que o número de contaminados esteja largamente subestimado.

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