Meu pequeno “J’accuse” ao Supremo Tribunal Federal

Judiciário

Senador Márcio Bittar

Publicado em 11/08/2020

Em 13 de janeiro de1898, o jornal francês “L’Aurore” publicou em letras grandes, incomuns para a época, a manchete “J’accuse...!” (Eu acuso), que dava título a uma carta aberta do escritor Émile Zola, endereçada ao presidente Felix Faure, em defesa de Alfred Dreyfus, um oficial de artilharia judeu condenado por traição.

No texto, com certa e oportuna dramaticidade, o autor faz uma introdução elogiosa ao presidente, uma longa descrição dos fatos que a seu ver constituem uma trama diabólica contra Dreyfus, e conclui com oito acusações diretas a personagens que teriam participado do processo viciado e injusto. Constituindo inovação estilística, o escritor inicia cada uma delas com a palavra “J’accuse”, apontando os atos e as culpas.

Desde então, incontáveis vezes aquela manchete frequentou artigos, discursos, teses, livros, peças, documentários e filmes (há um lançado no ano passado), tornando-se até mais conhecida do que o próprio caso Dreyfus, de que tratava. É, pois, não apenas um fato jornalístico, literário e político, mas um símbolo que pretendo utilizar para indicar um concerto no qual se destaca o Supremo Tribunal Federal (STF), órgão máximo da Justiça brasileira, incumbido da guarda e dicção imparcial da Constituição Federal.

Conteúdo exclusivo para assinantes

Para continuar lendo e ter acesso a esse conteúdo exclusivo, assine clicando abaixo.

Assinar