Não Erremos Mais

Brasil

Alberto Alves

Publicado em 28/07/2020

”Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”, Albert Einstein. Não é novidade para ninguém que, apesar do apelo popular inicial, do milagre econômico com grandes obras de infraestrutura e o alto crescimento econômico no país, o regime militar não terminou como desejado. Os revolucionários gramscistas souberam bem como explorar as fraquezas do positivismo dominante no pensamento dos militares e foram ocupando, aos poucos, os espaços na sociedade a ponto de, após o fim do regime militar, toda a máquina do Estado e sua influência estar efetivamente tomada pelo ideário socialista. Esse foi o legado da indisposição dos militares em combater a esquerda no seu campo ideológico. Estaríamos agora seguindo pelo mesmo caminho?

É fato indiscutível que o conservadorismo só não foi definitivamente destruído pela esquerda graças à resistência dos militares em seu favor. A História já mostrou que a união entre eles e a direita conservadora, pelo menos no início, implicou bons resultados para o país.

No entanto, parece haver um limite desse apoio pela cúpula das forças armadas, e isso tem mais prejudicado o conservadorismo do que ajudado. Em 1964, a ameaça comunista era iminente, e foi depois do levante popular conservador que os militares tomaram a dianteira e afastaram o perigo revolucionário armado de vez. Infelizmente, a festa durou pouco e, na promessa de intervenção rápida, os generais foram ganhando espaço e ampliando seu domínio na máquina pública com a criação de diversas empresas estatais e mecanismos econômicos sob o controle do governo.

Embora o sucesso econômico estivesse a todo vapor, a administração pública inchada feita para atender às demandas logísticas da época de uma doutrina centralizadora deixou grandes prejuízos para a sociedade depois da crise do petróleo nos anos 1970. O governo militar sucumbiu na década seguinte, deixando uma terrível recessão que caiu como uma luva para a retórica esquerdista, que não perdeu tempo e a usou para demonizar a administração militar.

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