O Inconsciente Socialista

Comportamento

Alberto Alves

Publicado em 14/07/2020

O filósofo irlandês e fundador do conservadorismo moderno, Edmund Burke, disse certa vez: “ninguém comete erro maior do que não fazer nada, porque só pode fazer um pouco”. Diante do aparelhamento do Estado e da disseminada doutrinação em todos os segmentos da sociedade, estamos assistindo a conservadores sendo perseguidos por inquéritos ilegais. Ao mesmo tempo, o núcleo duro do governo tenta se livrar da ala “ideológica”, argumentando estar em defesa da neutralidade. Mas flerta com a esquerda, aceitando todas as afrontas e boicotes contra o presidente da República. Diante de tamanha dificuldade no que nos parecia ser uma vitória do conservadorismo, uma pergunta inquietante se faz necessária: por que estamos tão acuados se somos maioria nesse país?

Desde o regime militar, o país tem passado por transformações graduais, tanto na política quanto na cultura, em direção ao ideal socialista. Claro que nada disso era exposto ao conhecimento público. O Foro de São Paulo permaneceu oculto por 16 anos, enquanto suas medidas vinham meticulosamente sendo cumpridas num padrão de conduta e crescimento em que eram difíceis de se acreditar. Quando pouquíssimas vozes dissonantes se manifestavam denunciando a organização, e estas eram rapidamente censuradas e desacreditadas.

A ocupação dos espaços defendida por Gramsci mostrou-se extremamente eficaz, e uma campanha político-cultural começou a atuar, ainda durante o período militar. O objetivo era descredibilizar nossas bases conservadoras, usando exemplos opressores pontuais para generalizar e usá-los como um problema disseminado, mas convenientemente escondido por uma sociedade cristã supostamente hipócrita, que de santa não tinha nada.

Conteúdo exclusivo para assinantes

Para continuar lendo e ter acesso a esse conteúdo exclusivo, assine clicando abaixo.

Assinar