Nada Faz Sentido

Comportamento

Alberto Alves

Publicado em 07/07/2020

“Ninguém que conheça a fundo as implicações do ateísmo ousará dizer que tanto faz se Deus existe ou não”. A frase é do filósofo e teólogo norte-americano William Lane Craig. Direta ou indiretamente, todas as nossas decisões, em última instância, estão relacionadas com a forma como consideramos a existência de Deus, embora pouca gente reflita a respeito. É a certeza de sua existência que dará sentido às nossas atitudes e compreensão do mundo. Sem ela não há princípios a zelar, não há critério a seguir, nem tampouco julgamentos a fazer.

Em toda a História não há um povo sequer que não tenha tido em sua cultura manifestações de espiritualidade ou adoração a seus deuses, por mais diversos que eles tenham sido. O que é fácil concluir, dentre outras tantas coisas, é que a existência de um criador parece ser algo óbvio demais para ser desprezado. Não faz sentido que do nada saia alguma coisa além do próprio nada.

A Filosofia se dedicou a tentar entender quem é Deus e quais as sua atribuições. Onipresente, onipotente, todo amor e justiça, causa primeira, motor imóvel que tudo move e não é movido por nada fora de si mesmo. Essas são as características mais adequadas que podem ser atribuídas a alguém que trouxe à existência tudo que há. A partir daí,é possível intuir que só faz sentido haver um único Deus como criador de tudo ao invés de vários outros. Não é à toa que as religiões monoteístas estão entre as maiores do mundo.


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