A Perigosa Linguagem da Esquerda

Comportamento

Alberto Alves

Publicado em 30/06/2020

O professor e conferencista Francisco Escorsim disse, certa vez, que “o controle da linguagem é o controle da cultura”. Embora o conflito armado ainda continue sendo o método revolucionário preferido do socialismo, ele não domina mais o front de batalha contra a estrutura ocidental fundamentada nos princípios cristãos. Ao invés disso, o conflito se estabelece dentro do âmbito cultural, o que tornou essa tática quase impossível de ser combatida pelos conservadores, uma vez que é difícil identificar as verdadeiras intenções por trás desse tipo de militância. E, ainda que ela seja identificada, o seu combate tem, muitas vezes, pouca eficácia.

Desde os anos 1930, o filósofo socialista italiano Antônio Gramsci admitiu que é somente através da hegemonia cultural com o Estado ampliado que o socialismo se tornaria eficaz para promover a revolução. Nos anos 1960,o sociólogo alemão naturalizado norte-americano Herbert Marcuse, pertencente à Escola de Frankfurt, reconheceu que o capitalismo melhorou a vida dos trabalhadores à ponto destes não se interessarem mais pela causa marxista. Ele defendia também que a masculinidade e a feminilidade não tinham nada a ver com diferenças sexuais naturais, mas que eram meras construções sociais conservadoras e que, portanto, a libertinagem sexual seria uma reação a ela.

Eis que surge então a New Left, ou a Nova Esquerda, que adota um ativismo político humanitário, um ativismo social que visa, dentre outras coisas, a acabar com a opressão de classe, gênero sexual, raça e sexualidade.

Conteúdo exclusivo para assinantes

Para continuar lendo e ter acesso a esse conteúdo exclusivo, assine clicando abaixo.

Assinar