Teoria da Conspiração ou Revelação? – Parte 9

Cultural

Alexandre Costa

Publicado em 23/06/2020

No artigo anterior abordamos uma visão geral sobre o fenômeno da Nova Era, que agrega um conjunto de crenças repleto de recortes descontextualizados das mais variadas origens. Vimos que esse movimento, que também pode ser analisado como uma corrente filosófica-religiosa ou espiritualista de doutrina incerta e confusa, costuma acomodar variados princípios herdados de tradições antigas “aprimoradas” por excentricidades modernas e misturadas com crendices bizarras e superstições descartadas ao longo da História. Ou ainda desdobramentos de interpretações pseudocientíficas do Iluminismo.

Dentre os elementos que formam esse pacote disforme e fluido, podemos identificar dois grandes grupos que devido às suas principais características individuais permitem apenas uma classificação aproximada. Como muitas vezes não correspondem a elementos de um mesmo gênero, essas classificações não são muito precisas, e em alguns casos a própria identificação dos seus aspectos mais evidentes impede qualquer tipo de catalogação. Mesmo assim, para efeito de compreensão do panorama geral, podemos fazer uma tentativa de classificação destes elementos em dois grandes grupos, sem esquecer que essa definição sempre ocorrerá por aproximação. Ou seja, sem precisão ontológica ou qualquer pretensão científica.

Dentro desta perspectiva, podemos dizer que a chamada Nova Era é formada por elementos que de forma genérica pertencem a dois grandes grupos: o Panteísmo e o Gnosticismo.

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