O Cenário Pós-Pressão

Brasil

Ricardo Roveran

Publicado em 23/06/2020

Na semana do dia 13 até o dia 19 de junho, a Polícia Federal (PF) realizou a terceira operação de busca e apreensão no inquérito 4781, ou inquérito das fake news. Foram recolhidos elementos probatórios como o estojo de maquiagem da Camila Abdo, duas cuecas do Allan dos Santos, o carregador do celular do Bernardo Kuster, um cata-vento e uma língua-de-sogra do Fernando Lisboa e os óculos escuros do Ravox.

Na PF, os delegados que conduziram o caso relataram ao ministro Alexandre de Moraes que os artefatos recolhidos provavam o mal gosto do investigados e, por isso, sim, deveriam ser punidos. "Aquele óculos do Ravox é demodè", afirmou o útil servidor público que coletou o depoimento do youtuber.

Sara Winter foi enviada à prisão, mas em breve ela estará livre. O advogado dela a orientou incluir na oitiva a seguinte declaração: "eu sou antifa! Só queria queimar pneus e atear fogo ao edifício de um ou dois ministérios!". Ao que parece, funcionou. O Supremo Tribunal Federal (STF) se compadeceu e talvez até a premiou pela bravura do ato. "Se é antifa, pode até comer o cu dos ministros, que está certo", afirmou um advogado. Parece que eles chamam de "enrabada do amor das minorias oprimidas", algo assim.

Mas isso foi apenas na segunda e na terça. O espetáculo prosseguiu razoável até a sexta-feira, quando Weintraub deu tchau ao cargo e levou consigo as pregas do Doria e do Maia. Enfim, está feito, consumado.

Conteúdo exclusivo para assinantes

Para continuar lendo e ter acesso a esse conteúdo exclusivo, assine clicando abaixo.

Assinar