Teoria da Conspiração ou Revelação? – Parte 7

Cultural

Alexandre Costa

Publicado em 09/06/2020

Destruir valores é uma necessidade para quem pretende estabelecer novos parâmetros civilizacionais. Sem um eficiente processo de destruição, que deve atingir todas as camadas da sociedade e alcançar os níveis mais profundos e estruturantes, fica praticamente impossível implantar novos valores no lugar daqueles que subsistem o Ocidente desde pelo menos 2000 anos.

Todo processo destrutivo espelha o funcionamento dos parasitas, que se adaptam ao ambiente e se autorreplicam, gerando novos agentes destruidores com características específicas, que sempre correspondem às principais ou mais evidentes vulnerabilidades da vítima.

A destruição de uma estrutura social para permitir a sua substituição leva, necessariamente, a um processo corrosivo constante, pois não há como derrubar uma grande muralha com apenas uma marretada, e o uso de explosivos não funciona muito bem em um crime que pretende ser silencioso.

Os princípios fundantes da civilização e dos valores morais que a sustentam constituem os alvos prioritários de qualquer processo revolucionário que utilize a cultura como campo de batalha. E eles precisam ser incisivos o bastante para corroer pilastras de grande solidez, mas sutis o suficiente para que a corrosão só seja percebida quando a coluna estiver prestes a ruir.

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