O Velho Marinheiro

Cultural

Laudelino Lima

Publicado em 09/06/2020

Ele era filho de Portugueses, mas nascido no Brasil no atual município de São José do Norte. Aos treze anos de idade, alistou-se como voluntário na Marinha do Brasil, onde iniciou carreira como praticante de piloto na fragata Niterói, sob o comando de John Taylor.  Você poderia, por favor, voltar ao início da frase e conferir a idade do rapaz?

Pois bem, mesmo nessa tenra idade, tomou parte em vários combates navais no litoral da então Província da Bahia, inclusive no combate contra uma frota portuguesa nada satisfeita com a proclamação da nossa independência. A perseguição à força naval portuguesa em retirada atravessou o atlântico até a foz do Tejo, no coração da Armada Portuguesa em Lisboa. Há relatos de que alguns lisboetas viram a nova bandeira do Brasil tremulando.

Em 1825, durante a Guerra da Cisplatina, atual Uruguai, nosso menino já era um jovem segundo tenente e se destacou em muitos combates pela liderança e coragem. Foi capturado com outros brasileiros e feito prisioneiro. Não demorou para liderar uma rebelião e tomar o navio do inimigo. Assumiu o comando, baixou vela e rumou para o lado brasileiro. Estava com 18 anos de idade.

Em 1827, a Marinha Imperial recebeu de um estaleiro em Gênova a escuna “Bela Maria”, que foi comissionada para o nosso jovem e misterioso personagem com seus vinte anos de idade. A escuna e seu comandante partiram para a Cisplatina e não demoraram para serem testados em combate. Depois de uma intensa troca de tiros contra um navio argentino, subjugou-o e demonstrou o seu espírito humanitário para com o inimigo, resgatando e ajudando os náufragos. Esse gesto lhe valeu o reconhecimento dos vencidos (1827).

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