Convivendo com o Inimigo

Geral

Alberto Alves

Publicado em 09/06/2020

“Para enfrentar um inimigo eficazmente é preciso conhecê-lo como ele é na realidade”, Olavo de Carvalho.

Não é novidade para ninguém que acompanha a dinâmica da política que, por muitos anos, a esquerda se organizou e se preparou para dominar o país. Seguindo sua liderança intelectual, os socialistas se infiltraram em todos os órgãos da sociedade de uma maneira que deixaria Gramsci orgulhoso e fascinado. Ao mesmo tempo, a sociedade foi sendo afastada das decisões políticas, até o ponto de seu papel ser o de apenas escolher os candidatos. Como quem escolhe pratos num cardápio sem ter qualquer conhecimento de como foram feitos. O resultado foi o quase total desconhecimento da política por parte da população que, ao tentar “arrumar a casa”, acabou se perdendo num mar de armadilhas burocráticas que lhe impede de agir de forma eficaz.

Visões políticas divergentes fazem parte da democracia e é natural que elas sejam barulhentas e disformes. Porém, não é natural que seus agentes políticos ajam contra a integridade de seu próprio povo e queiram a destruição do seu país como o fazem os políticos de esquerda. Claro que nos seus discursos floreados e cheios de causas sedutoras, eles jamais vão dizer que querem a nossa destruição. Porém, é nas consequências das suas atitudes que as intenções nefastas são reveladas. No entanto, elas ainda assim parecem desconexas e aleatórias, o que claramente dificulta quem tenta alertar as pessoas do que a esquerda está tentando fazer com elas.

Um bom exemplo é a URSAL, ou a União das Repúblicas Socialista da América Latina, que ainda hoje é propagada pela esquerda como teoria da conspiração da extrema direita, que esconde o fato de que os planos de uma América Latina socialista estão registrados nos documentos do Foro de São Paulo há 18 anos. Mas para que isso seja possível, primeiro o povo precisa ser convencido que não existe uma nacionalidade, que o amor à pátria deve ser evitado e que o “livre comércio” dento do bloco latino americano deve ser incentivado. Então, não é de se estranhar as constantes manifestações em defesa da autodeterminação dos povos indígenas, da população negra e das minorias, como diversidades dentro de um mesmo país para quebrar nossa unidade como nação brasileira. Manifestações contra qualquer sentimento cívico são encaradas como fascismo. A criação da Unasul e de vários investimentos fora do país financiados pelo BNDES são atividades voltadas para a concretização desse objetivo.

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