O acarajé chinês

Internacional

Rafael Fontana

Publicado em 09/06/2020

Circula neste mês de junho pela internet um texto apócrifo sobre a atuação silenciosa do regime comunista chinês no estado da Bahia. “Aqui na Bahia está o reator de onde emana todo o mal silencioso e cínico da aliança com o PCCh (Partido Comunista da China)”. A afirmação está correta em quase tudo, menos no que diz respeito a ser um mal “silencioso”. No sonoro carnaval da Bahia deste ano, o governador baiano, Rui Costa (PT), dançava descontraído com uma comitiva de chineses que incluíam diplomatas e empresários, todos representantes do Partido Comunista, estavam lá para quem quisesse ver.

Naquele momento de descontração carnavalesca, quando a gripe chinesa Covid-19 já contaminava brasileiros, até o vocalista de uma banda deu as boas-vindas aos chineses instalados confortavelmente no camarote do governador Rui Costa. As boas-vindas são apenas simbólicas, porque a China já tem dominado setores da Bahia há longos anos, desde o começo deste século.

O regime totalitário chinês usa a Bahia como um balão de ensaio para aplicar seus métodos no resto do país. O pefelista Paulo Souto foi o primeiro a firmar negócios com os asiáticos, quando tudo parecia apenas um saudável investimento estrangeiro. Em 2007, com a chegada de Jaques Wagner (PT) ao governo baiano, a China fincou seus tentáculos profundamente no estado nordestino. A sequência de duas décadas de administrações sociais democratas e esquerdistas levaram a Bahia ao experimento socialista desejado pelas lideranças de Pequim.

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