O terror fantasiado de antifascismo

Geral

Rafael Fontana

Publicado em 02/06/2020

“O fascismo deveria ser chamado mais apropriadamente de corporativismo, porque se trata da fusão do estado com o poder corporativo”, Benito Mussolini.

Entre os muitos pensamentos dedicados ao fascismo, um dos mais contundentes resumos partiu de Winston Churchill: “os fascistas do futuro chamarão a si mesmos de antifascistas”. Nada mais preciso. O que os Estados Unidos têm vivenciado nos últimos dias, com uma pequena amostra já aplicada ao Brasil, traduz com perfeição a definição de Churchill, somada à de Benito Mussolini (veja frase de introdução deste texto), uma vez que o estado federativo, mesmo sendo presidido nos EUA e no Brasil por presidentes de viés conservador, mantém sua estrutura quase na totalidade aparelhada pela esquerda, ao mesmo tempo em que esta é financiada por grandes corporações da agenda globalista.

No Brasil, a inclusão de torcidas uniformizadas acrescenta ao caldo da intimidação um ingrediente que não existe nos Estados Unidos, mas é comum em alguns países latino-americanos, sobretudo Brasil e Argentina. Em seus mandatos como presidente, a argentina Cristina Kirchner aplicou parte do populismo peronista na aproximação com os barra-bravas, como são conhecidos os violentos torcedores de futebol do país vizinho. Primeiro, criou o Futebol para Todos, cujo nome guarda notória semelhança com o Luz para Todos, lançado no Brasil durante os anos petistas.

De luz, mesmo, o programa kirchenista não tinha nada. Lançou apenas medo e trevas àqueles que tentavam a ela se opor. O sucesso do emprego da violência levou a um segundo programa do governo, o Hinchadas Unidas. Ou seja, “torcidas uniformizadas unidas”, que distribuía dinheiro para essas agremiações apoiarem a seleção argentina durantes as Copas do Mundo de Futebol. Seria o equivalente a, no Brasil, juntar membros da Gaviões da Fiel, Mancha Verde, Raça Rubro Negra, Galoucura etc na mesma arquibancada. Por motivos óbvios, não foi adiante.

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