O que falta para banir a Huawei?

Internacional

Rafael Fontana

Publicado em 26/05/2020

Nas últimas semanas, os governos dos Estados Unidos, Inglaterra e Austrália têm adotado medidas para limitar ou até mesmo excluir a atuação da empresa de tecnologia chinesa Huawei de seus países, enquanto o Brasil hesita em trilhar pelo caminho de seus aliados. A resistência de autoridades brasileiras, sobretudo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), bem como de parlamentares e de alas das Forças Armadas, precisa ser cuidadosamente escrutinada.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, que costuma pedir para ser chamado de astronauta, realmente vive no mundo da lua quando o assunto é a espionagem levada a cabo pela gigante de tecnologia, ocupada em todos os seus maiores escalões por membros do Partido Comunista da China (PCCh). Já o secretário-executivo do ministério, o tucano Júlio Semeghini, cumpre religiosamente toda a agenda demandada pela empresa, mesmo expediente adotado pelo vice-presidente da República, o general Hamilton Mourão.

No momento da chegada da gripe chinesa ao Brasil, em março, a Huawei enviou seus mais altos emissários internacionais para reuniões com o ministro e dublê de astronauta Marcos Pontes, com Mourão e até mesmo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, em uma demonstração da força diplomática da China perante o governo Bolsonaro. A boa vontade com os asiáticos estende-se ao deputado federal Eduardo Bolsonaro, um entusiasta do 5G no Brasil. No entanto, a Huawei não conta com essas facilidades em países que protegem seus cidadãos.

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