A desinformação como estratégia

Geral

Alberto Alves

Publicado em 19/05/2020

Disse, certa vez, o ex-árbitro de futebol Paulo César Oliveira: “A verdade não reside na beleza das palavras, mas sim na coerência dos fatos”. Num mundo dominado pela propaganda e pela abundância de informação, fica difícil saber triar quem está sendo verdadeiro de quem não está. Nesse contexto, a confusão se estabelece quando assuntos delicados estão em discussão e muitos se perdem nos critérios de avaliação, ficando o crédito, geralmente, para quem melhor sabe se expressar, ainda que a verdade não esteja com ele. Se há então um embasamento de fontes aparentemente neutras, a eficácia do discurso se torna certa.

Nesse sentido, a desinformação torna-se uma ferramenta indispensável. Ela é, sem dúvida, a arma mais eficaz utilizada pelos socialistas para derrubar seus inimigos ou fazê-los tomar decisões baseadas em informações falsas. E o que é desinformação? Segundo o filósofo Olavo de Carvalho, “desinformação (desinformátsya) consiste em estender sistematicamente o uso da técnica militar de informação falseada para o campo mais geral da estratégia política, cultural, educacional etc.. Ou seja, em fazer do engodo, que era a base da arte guerreira apenas, o fundamento de toda ação governamental. E, portanto, um instrumento de engenharia social e política”. Num sentido mais amplo, é um ato de suprimir informações, modificando sua importância e seu sentido com o objetivo de confundir ou induzir a erros.

Na Rússia de Lenin, a desinformação era o principal instrumento de sua política externa. Tinha como objetivo atrair investimentos utilizando “abertura econômica”, além de desestimular os governos ocidentais e de apoiar a contrarrevolução.

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