O confinamento gourmet e sua antítese

Brasil

Tom Martins

Publicado em 19/05/2020

Os governantes engomados, a juventude “Nutella”, os filósofos do ar-condicionado, os professores de gabinete, os socialistas de iPhone e todos os que auferem seus proventos do espoliado pagador de impostos, sem falar nos churrasqueiros dominicais de picanha Swift Black. Sim, todos esses precisam diferenciar o chamado confinamento-gourmet de um outro tipo de clausura repleta de sofrimentos, sacrifícios e flagelos familiares. Refiro-me ao confinamento famélico, ou seja, aquele que impõe a desnutrição e coloca em risco a própria sobrevivência dos confinados.

Para os miseráveis confinados dessa segunda categoria, um grave problema bate à porta: a fome. Para esses, urge um movimento gradual e responsável em direção ao trabalho, a fim de acessarem o pão de cada dia. Esse retorno ao labor não é fundamental apenas pelo desemprego imposto pelas circunstâncias, mas também pela notória fragilização nutricional que, como dissemos, impõe um risco ainda maior para a aquisição do indesejável vírus chinês.

Como sabem os que ainda não perderam contato com a realidade dos necessitados, o trabalho não é apenas essencial à vida, como também a única chance de levar uma nutrição mínima às respectivas famílias destes desafortunados. Aliás, uma boa nutrição, reitero, é condição essencial ao enfrentamento do próprio vírus que se tenta combater.

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