Teoria da Conspiração ou Revelação? – Parte 4

Geral

Alexandre Costa

Publicado em 12/05/2020

As experiências totalitárias do século XX foram cruciais para o desenvolvimento da ideologia globalista. Como a ideia de controle estava implícita nos sistemas socialista e nazista, a condução da sociedade na União Soviética e na Alemanha de Hitler sempre foram observadas com atenção por aqueles que planejam criar uma nova civilização, composta de elementos que possam garantir a tomada e a manutenção do poder em um eventual governo mundial.

A coesão social corresponde ao aspecto essencial àqueles que detêm o controle ou desejam controlar a sociedade. Antes da chegada ao poder, ela deve ser desestruturada, e após a conquista, deve ser fortalecida. Ou seja, uma sociedade coesa dificulta o processo revolucionário e ajuda a manter o status quo. Portanto, ela deve ser manipulada de acordo com os interesses pontuais daqueles que pretendem dominá-la. É por essa razão que movimentos revolucionários possuem características efêmeras e volúveis, orientando seus passos conforme o momento: se estão em luta pelo poder, promovem a subversão. E quando alcançam seu objetivo, impõem uma ordem totalitária na proporção inversa às atitudes subversivas que promoveram no caminho trilhado até o poder. Em outras palavras, quanto mais subversivo for um movimento oposicionista, mais totalitário ele será quando atingir seu objetivo.

Isso pode parecer estranho aos ingênuos e desavisados, que muitas vezes enxergam na oposição violenta uma chance efetiva de mudança futura. Mas, na verdade, esse comportamento representa ipsis litteris a “práxis”, e por esse motivo não podem admitir conceitos firmes e imutáveis, mas apenas dialéticos e voláteis, e precisam estar ancorados em uma ideologia, em um conjunto de ideias que não necessita de adequação à realidade. Para uma ideologia ou um movimento revolucionário, não importam valores, princípios ou conceitos, apenas a prática, apenas o combate, a “luta dos companheiros”.

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