O gigante está de pé

Brasil

Alberto Alves

Publicado em 05/05/2020

Escreveu certa vez a escritora e professora Edna Frigato: “a perseverança é uma flecha que nem sempre acerta o alvo, mas mantém o foco na mira e outra flecha na aljava”. É inegável que o país está passando por transformações profundas desde a última eleição presidencial. A maioria do povo encontrou na figura do presidente da República a esperança para mudar seu futuro e alcançar a liberdade econômica de que precisa. Mas tem se frustrado ao descobrir que só isso não é suficiente. Um estudo do funcionamento da política, que outrora era ignorado, faz-se agora necessário, e conviver com o velho algoz é o preço a ser pago pela escolha incompleta.

Até bem pouco tempo atrás, o conhecimento popular que se tinha de política era o de mais um “meio de vida fácil”, com excelente remuneração para aqueles que supostamente estão dispostos a “lutar” pelos nossos direitos. Direitos estes cujos conceitos são bem pouco compreendidos e muitas vezes usados para tirar proveito da boa fé dos eleitores em benefícios pessoais. Essa situação provocou desgaste na confiança da população, fazendo com que ela associasse qualquer político a um ladrão, ainda que nada constasse criminalmente contra ele. O que pouco importava naprática.

Bem articulados, estes ávidos oradores apresentavam-se como o bastião da solução de problemas que nunca iriam resolver. Promessas que não havia qualquer interesse em serem cobradas. Até porque já se sabia que não iriam ser atendidas. Aliás, bastavam poucos meses para a maioria da população esquecer em quem votou.

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