A mídia, os atos e 2022

Brasil

Rafael Fontana

Publicado em 05/05/2020

Incapaz de entender o fenômeno Bolsonaro desde as suas origens, a imprensa tradicional aplica os mais funestos rótulos àqueles que ousam contradizer o establishment político e apoiar o atual governante do país. Nas crescentes manifestações registradas em cidades de todas as regiões brasileiras, os jornalistas tratam de colar nos atos a pecha de antidemocráticos, mesmo conscientes de que nada há de ilegal ou mesmo condenável na ida da população às ruas.

Então, neste caso, conhecedora da condição legal e democrática dos protestos, a imprensa passa a agir não por incapacidade, mas sim por má fé.

Afinal, o que há de antidemocrático nas manifestações que se avolumam dia após dia no Brasil? Os jornalistas parecem agarrar-se exclusivamente a uma parcela mínima de participantes que defendem uma intervenção militar. Trata-se um grupo reduzido que não encontra respaldo na maioria daqueles que estão nas ruas pedindo apenas respeito à Constituição e decoro aos burocratas que agridem a independência dos poderes.

Entretanto, tudo é válido para atacar o presidente da República, ainda que os disparos dos jornais configurem distorções e acusações infundadas que deságuam nas mais descabidas fake news.

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