Teoria da Conspiração ou Revelação? – Parte 1

Comportamento

Alexandre Costa

Publicado em 21/04/2020

A expressão teoria da conspiração normalmente é usada com a intenção de desacreditar uma mensagem que não corresponde ao conteúdo declarado, defendido ou promovido pelo establishment. Seu uso também funciona para evitar o debate, por antecipação, de qualquer ponto não esclarecido de um discurso.

No meu caso, devido à experiência de duas décadas pesquisando material ausente ou pouco explorado pelos veículos tradicionais de mídia, o truque nunca funcionou e normalmente teve o efeito inverso ao desejado: quando percebo que alguma informação é descartada previamente porque foi rotulada como teoria da conspiração, minha curiosidade é atiçada e percebo que o assunto talvez mereça uma análise fria e descompromissada. Quando isso acontece, procuro conhecer bem a versão “oficial” e, depois, busco as versões “alternativas”. 

De qualquer forma, nunca descarto ou desclassifico uma informação com base apenas nas vozes homogêneas que costumam compor os discursos predominantes, pois penso que não faz sentido aderir a uma visão tendo como fonte dois, três ou dez emissores do mesmo gênero. Evidentemente, muitas vezes a informação mostra-se inverídica, exagerada ou distorcida, mas acredito que um assunto só pode ser compreendido após a análise isenta de versões conflitantes.  

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