As consequências nefastas do socialismo

Geral

Alberto Alves

Publicado em 21/04/2020

Disse o cônsul Marcus Cicero: “prudência é saber distinguir as coisas desejáveis das que convém evitar”. O país, como um doente acamado esperando recuperar-se, aguarda inquieto o momento para levantar-se e voltar a trabalhar. Revoltado com seus cuidadores, o paciente não entende por que tem que ficar deitado quando suas forças estão em pleno vigor, e então oscila entre rebelar-se e obedecer. Não é hora de contendas, diz aquele que o orienta a se acalmar, mas que não se entende com seus superiores quanto à dosagem do remédio, qual remédio e o tempo de repouso. O que fazer, então? Confiar e aguardar ou levantar e sair? Se sair não é uma opção, o melhor é refletir sobre causas que o deixaram naquela situação e tentar evitar que ocorra da próxima vez.

O socialismo se reinventa. Mesmo quando suas consequências mais nefastas são reveladas a um custo de milhões de vidas, ainda se busca uma explicação que o distancia da culpa, convencendo seus adeptos de que a causa não foi devidamente compreendida. Porém, as motivações são sempre as mesmas: justiça e igualdade sociais. Embora sejam irresistíveis e carregadas de uma pureza aparentemente ingênua, a viabilidade da aplicação dessas motivações é pouca ou quase nunca conhecidas em seus fundamentos, o que favorece sua aceitação sem uma reflexão apropriada a respeito. É aí onde as maiores atrocidades acontecem. É em nome da igualdade social que as maiores injustiças são cometidas. E é na justiça social que a desigualdade prolifera.

O ser humano é desigual por natureza. Suas necessidades são variadas e seus desejos seguem caminhos distintos dependendo da vivência de cada indivíduo. Ribeirinhos podem preferir a calma da pesca à agitação do emprego como burocrata na cidade grande; um mecânico, por se considerar prático, pode preferir cuidar de motores a viver sentado diante de uma prancheta projetando carros; ou um biólogo pode amar ficar dias nas savanas observando animais selvagens a ter que passar horas em pé numa bancada de laboratório. Há quem seja feliz renunciando aos privilégios do cargo de liderança em detrimento do sossego da atividade de um subordinado. O que necessariamente não confere uma desvantagem, mas apenas a manifestação da liberdade de escolha de cada indivíduo.

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