China: a mentira como notícia

Internacional

Rafael Fontana

Publicado em 14/04/2020

“Mentir é maldade absoluta. Não é possível mentir pouco ou muito; quem mente, mente. A mentira é a própria face do demônio.” (Victor Hugo)

Um traço comum entre regimes totalitários refere-se à perseguição religiosa e à supressão da fé, para que igrejas e religiosos sejam incapazes de competir em importância com o poder político dominante. A consequência para a população, via de regra, traduz-se na drástica redução da ética e no quase aniquilamento da moral.

Na China, as sete décadas que se passaram desde a Revolução Comunista moldaram gerações cada vez mais distantes da integridade. Não que os chineses sejam intrinsecamente desonestos, mas, ao longo desses 70 anos, os cidadãos do país transformaram-se paulatinamente em vítimas de um regime que os privou do sentimento de probidade.

O comportamento amoral estende-se por todos os setores sociais e produtivos, incluindo a mídia, liderada pelos mais fortes braços da propaganda comunista: a agência Xinhua e o Grupo de Mídia da China. Este último firmou no Brasil acordos de cooperação com a Band, a Globo e, pasmem, com a EBC, do Governo Federal.

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