A propaganda comunista entre nós

Brasil

Rafael Fontana

Publicado em 07/04/2020

As organizações Globo e Band assinaram recentemente acordos de cooperação e compartilhamento de conteúdo com o Grupo de Mídia da China (GMC), o maior conglomerado de comunicação do gigante asiático, que tem avançado vorazmente sobre os países latino-americanos e africanos, sem deixar de fora algumas nações do Oriente Médio e da Europa.

Esses acordos entre grupos de comunicação ocorrem há décadas, sem jamais terem levantado qualquer tipo de suspeita ou questionamento, desde que respeitadas as regulamentações de mercado para evitar monopólios. Então, o movimento do GMC no Brasil enquadra-se nessa regra e deve ser tratado como algo natural? Não, de forma nenhuma.

A diferença é que os convênios observados ao longo das últimas décadas são firmados entre entes privados, enquanto o Grupo de Mídia da China consiste em uma rede estatal que promove a agenda do governo chinês, controlado diretamente pela cúpula do Partido Comunista da China. Dessa forma, o partido usa o subterfúgio da cooperação para promover a mais clara propaganda do socialismo chinês, influenciando a política, o sistema econômico e o entendimento social de populações estrangeiras.

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