O médico e o monstro

Comportamento

Carlos Maltz

Publicado em 17/03/2020

O acontecimento já é sabido por todos. À bordo de um programa de televisão que já foi majoritário no passado, o Dr. Dráuzio Varela, uma espécie de “médico do bem” pop vai até uma penitenciária, visita alguns presos, se emociona e abraça um deles (que se considera mulher) em função da solidão relatada pelo mesmo (a?). Na sequência, alguns bons samaritanos, incentivados pela emissora, mobilizam crianças em escolas para que, sensibilizadas com a situação de abandono e preconceito relatados pela vítima da sociedade, mandem cartinhas simpáticas e até alguns presentinhos para o (a?) pobre dito cujo (a?).

Até aqui, tudo lindo.

Só que alguéns, nas redes sociais (malditas!) resolvem pesquisar os motivos de tal cidadão (que se considera cidadã) estar preso. Descobre-se que o mesmo (a?) foi condenado por ser réu confesso em crime de estupro, assassinato com requintes de crueldade e ocultação de cadáver de um menino de nove anos de idade.

(Observação: ao que tudo indica, ele (a) fez uso de um órgão genital masculino para cometer o crime).

Aqui melou. A narrativa foi a pique.

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