Erdogan e o suicídio assistido da Europa

Geopolítica

Luiz Astorga

Publicado em 10/03/2020

Quem conhece algo da história da União Europeia e acompanha suas decisões — assim como os resultados destas decisões — percebe que cada vez mais ela tem se revelado como um projeto para dissolver o Ocidente Europeu e entregar uma massa societária amorfa e complacente nas mãos de banqueiros, ideólogos frankfurtianos “iluminados” e burocratas invisíveis. Líderes inexpressivos e facilmente cambiáveis, que no sonho de H. G. Wells permitiriam o funcionamento em piloto automático de sua perfeita ordem mundial, já eram então profeticamente denunciados por Chesterton como os piores autocratas, por ser impossível decapitar um tirano sem cabeça. Imbuídos de uma mesma mentalidade, movem coletivamente sua gigantesca revolução de reengenharia social e cultural.

Por consequência, sua política migratória não poderia distinguir-se muito de uma roupagem legal para a invasão civil da Europa, hoje em pleno andamento. Atualmente movimentos populares europeus resistem à dissolução de sua identidade e desejam políticas nacionalistas que valorizem soberania e fronteiras, assim como prioridade para a população nativa nos gastos do estado e nas oportunidades de emprego. Mais de uma vez países como Polônia e Hungria já foram ameaçados com sanções econômicas por se negarem a abrir suas fronteiras – persistência recompensada pelo fato de que hoje continuam a ser países socialmente estáveis e livres de atentados terroristas.

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