Dólar em alta, povo tranquilo e mídia em pânico

Economia

Ricardo Roveran

Publicado em 10/03/2020

O dólar disparou e alcançou, no início da segunda semana de março, a marca de R$ 4,75. É sem dúvidas uma alta expressiva. É também preocupante para um país que não é ainda autossuficiente e que, portanto, tem sua saúde econômica dependente de exportações e importações. Quem vende e ganha em dólar, sorri. Quem compra do exterior e compete no mercado interno, chora. Quem nada entende do assunto pela primeira vez está tranquilo.

O Brasil conta com alguns agentes econômicos potentes, como os produtores de trigo no agronegócio. A demanda nacional é tamanha que não há colheita suficiente para uma indústria que transforma o trigo colhido em farinha, macarrão e demais produtos alimentícios. Farinhas e macarrões que serão enviados ao comércio, abastecendo prateleiras de supermercados e padarias, que chegarão cedo ou tarde ao consumidor final: eu, você, sua mãe, seu pai, o vizinho. Enfim, todos nós.

Como estes produtores não têm ainda capacidade para atender todo território nacional que consome produtos derivados do trigo, como o pão, a solução para atender o mercado é a importação. Neste ponto, o brasileiro começa a sentir o efeito do preço do dólar, seja ele barato ou caro.

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